AVEIRO. O ESPAÇO, O TEMPO, A MEMÓRIA
Quinta-feira, 1 de Março de 2012
Domingo, 20 de Novembro de 2011
Canal de S. Roque
Canal de S. Roque antes da construção do cais. À esquerda, o canal da Praça do Peixe e os Botirões (1902) (Foto do catálogo da exposição de António Graça realizada em Outubro de 1984. Edição da CMA)
Canal de S. Roque e marinhas (Sem data)(Editor: Alberto Malva, Lisboa. Colecção Morais Sarmento)
Lota de peixe no Canal de S. Roque (1921)(Álbum Carneiro da Silva)
A antiga ponte dos Carcavelos, sobre o Canal de S. Roque (sem data, mas anterior a 1942, ano em que a ponte ruiu e foi substituída pela actual)(Foto do catálogo da exposição de António Graça realizada em Outubro de 1984. Edição da CMA)
Outro aspecto da antiga ponte dos Carcavelos(Foto da exposição de António Graça, realizada em Outubro de 1984. Edição da CMA)
A nova ponte dos Carcavelos (1953)(Foto do catálogo da exposição de António Graça, realizada em Outubro de 1984. Edição da CMA)
Outro aspecto da actual ponte dos Carcavelos (sem data)(Colecção Carvalhinho - Américo Carvalho da Silva)
Fonte: Wikipedia
Domingo, 13 de Novembro de 2011
Fonte das Cinco Bicas e Igreja do Espírito Santo
* Segundo Rangel de Quadros ("Aveiro - Apontamentos Históricos") a igreja do Espírito Santo situava-se um pouco a sul do actual Largo das Cinco Bicas ou Largo de Luís de Camões, tendo sido desafectada do culto em 31 de Janeiro de 1836. Curiosamente, o último enterramento feito na igreja (uma criança de dois anos) teve lugar a 13 de Outubro de 1835, no mesmo ano em que foi criado o primeiro cemitério público de Aveiro (o actual cemitério central) e nele feito o primeiro enterramento (a 12 de Dezembro).
O processo de demolição da igreja do Espírito Santo, contudo, arrastou-se ainda por largos anos. Com efeito, segundo Rangel de Quadros ("Aveiro - Apontamentos Históricos"), no ano de 1843 é ordenada definitivamente a sua demolição, mas os trabalhos terminariam apenas em 1858. Ainda em 1857, o administrador do concelho de Aveiro, em reunião da Junta de Paróquia da Glória, transmitiu as ordens peremptórias do Governador Civil para que, de imediato, fossem removidos os entulhos da igreja, demolida há anos, e trasladadas as ossadas dos cadáveres que haviam sido aí sepultados.
* Bastantes anos antes (1841), tinha já sido demolido o cruzeiro da igreja do Espírito Santo, "muito notável pelos arrendados da cruz, cujos braços e parte superior terminavam em flor de lis", sendo "muito semelhante ao que ainda hoje se vê no adro de S. Domingos" (Rangel de Quadros, "Aveiro - Apontamentos Históricos").
* O chafariz do Espírito Santo foi uma obra levada a cabo pela Câmara Municipal com o intuito de melhorar o sistema de fornecimento de água à população, que, nessa altura, mesmo no espaço urbano, era assegurado unicamente por fontanários. De acordo com um interessante estudo de Manuel Ferreira Rodrigues, "Património Urbano Associado ao Abastecimento de Água a Aveiro", Em 8 de Agosto de 1878, em conformidade com um plano aprovado antes, a Câmara obtém um empréstimo no valor de 10.000$00 réis, amortizáveis em 10 anos, ao juro de 7% ao ano. Para a edificação de um chafariz, na freguesia da Glória, «de extrema necessidade e instantemente reclamado», estavam destinados 4000$000 réis; o resto seria para uma estrada (3000$00 réis) e para a escola da Vera Cruz outro tanto. Os 4 contos de réis, especificava o texto, eram para «a exploração de águas, na Brejeira, seu encanamento e construção do chafariz do Espírito Santo», hoje conhecido como Fonte das Cinco Bicas. Na freguesia da Glória apenas existiam duas fontes, situadas em dois extremos da freguesia, «que pouca água podem fornecer». O chafariz era considerado «uma obra de grande vulto e muito dispendiosa». As obras de construção prolongaram-se até 1880, ano em que foi inaugurado, como se pode ver na inscrição epigráfica do mesmo.
* Ainda segundo Manuel Ferreira Rodrigues, o projecto do chafariz do Espírito Santo, tal como o do chafariz da Praça do Peixe, é da autoria do Eng. João Honorato da Fonseca Regala. A pedra utilizada na sua construção (calcário) veio de Outil e Ançã. A inexistência de pedra em Aveiro tornava obrigatória a sua vinda de longe: o grés vermelho, de Eirol; o calcário, da região de Cantanhede; o granito, de Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Santa Maria da Feira; o xisto, de Canelas. Noutros casos, aproveitava-se a pedra proveniente de demolições, feitas, por vezes, expressamente com o fim de obter material para novas construções: assim sucedeu com "os restos da velha muralha medieval e dois templos, um na cidade e outro em Esgueira" que "foram demolidos para a obtenção de pedra para os alicerces do liceu e do teatro e, especialmente, para as obras da barra e do cais da cidade" (Manuel Ferreira Rodrigues, obra citada).
Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Aveiro - 3º Congresso da Oposição Democrática
Sábado, 12 de Março de 2011
O Convento de Sá e o Quartel de Sá
1880 - Panorama de cima da capela do Senhor das Barrocas. Ao fundo, com uma seta, é assinalado o Convento de Sá, destruído por um incêndio em 1882 (Foto do catálogo da exposição de António Graça realizada em Outubro de 1984. Edição da CMA)
O Quartel de Sá (na altura, de Cavalaria 10) em princípios do séc. XX, vendo-se o fontanário que aí existia
Render da guarda na porta de armas (1947)
Rua de Sá: pelotão a marchar para o quartel (1953)
Prova do rancho, no quartel de Sá (1948)

* Em fins de 1884, o edifício do Convento da Madre de Deus, com a cerca anexa, foi cedido à Câmara Municipal de Aveiro, para aí se construir um quartel militar (Rangel de Quadros, obra citada). Recorde-se que, por decreto governamental de Maio de 1834, da responsabilidade do então ministro da justiça, Joaquim António de Aguiar (o "Mata Frades") foram extintas, com efeitos imediatos, todas as ordens religiosas masculinas, não podendo as femininas admitir novos membros, até à sua extinção por morte da última religiosa. É curioso que, no caso do Convento da Madre de Deus, a extinção (por despacho de 7 de Fevereiro de 1885, do então ministro da justiça) é anterior à morte da última religiosa, Madre Ana Benedita de S. Miguel, que deixou o convento a 17 de Março desse ano, sendo-lhe atribuída uma pensão mensal de 50.000 réis (Rangel de Quadros, obra citada). Segundo este mesmo autor, a referida religiosa, acompanhada por duas senhoras recolhidas no convento, partiu, "em carros faldados e puxados por bois", para Fermelã, onde ficou a viver até à sua morte, em 1889.
































